sábado, 25 de abril de 2009

LAST DAYS - Gus Van Saint


As voltas sem seqüências do admirável GUS VAN SANT, não o sustentou na hegemonia que tinha há alguns filmes atrás.
È claro que a essência é pessoal e altamente insolente de minha parte, mas odeio a condição de ser regrado. Não gosto de assumir toda e qualquer tipo de culpa, mas não sou inconstante ao ponto de aceitar o clima insólito da proposta do autor.
A idéia produzida ficou guardada em minha gaveta por algum período. Falta de tempo, coragem, descaso e mais alguns fatores, foram os frutos de minha desmotivação.
Basear sua obra nos últimos dias do ícone de uma geração regada pela escassez cultural, era de se esperar mais. Dopei minha auto-estima e tentei alçar vôos através da proposta de câmera e desisti.
Parado como outdoor de beira de estrada.
LAST DAYS é como um reflexo do MARAVILHOSO – ELEPHANT, mas com a desordem de um diretor embriagado que perde o rumo de sua volta para o lar.
Perdido, inseguro!
GUS continua sendo um dos diretores de minha predileção, mas preciso assumir que esse filme é cansativo de assistir e duro de aceitar.
De positivo, talvez o pouco diálogo (Isso me atrai bastante) e a trilha final, um capricho a parte.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Abandono de Madalena Dias.

Aqui está a essência disciplinada de Madalena Dias.

Um clima ameno, na beira do poste de luz clara e amarelada, encontra-se.
Trajando uma saia florida e uma blusa de tricot esverdeada, vai em busca do buraco misto de dúvidas que deixou em algum canto da cidade pálida como osso sem carne.
Um sintoma de culpa pairava no mais alto nível de sua pulsação.

Um sinal de fogo.
Na sacola de linho, uma centença mastigada que fere e resulta no esquecimento do amor nunca sentido.
Cadê todos os homens de primaveras atrás?
Homens que visitavam seu paladar no mais alto luxo que possa imaginar, mas no momento mais triste dessa E-stória, desaparecem sem deixar a esssência climática envaidecida.

Lágrimas banham o lado sombreado de seu rosto, na esperança de encontrar o belo no mais esmero estado.

Madalena, carinhosa e esquecida?

Mas onde andará a cura para tanta moléstia?
Santidade castigada pela intrepidez de ser vistosa e memorável.
Alguma dúvida nos remeteu a esse ladrilho de mosaico.

Confuso.
Variegado.
Demasiado.

Alguém salva?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Hoje é dia de Maria.


Hoje é dia de Maria.

Trouxe tudo...
Bolo
Brigadeiro
Maçã do Amor
Gelatina
Bexiga.

Tudo prá ficar animado...
Língua de Sogra
Chapéu
Saquinho de doces
Maria mole
Quindin
Cd do Franz Ferdinand.

Tá todo mundo aí?
Fecha a porta
Apaga a luz
Silêncio
Maria está chegando

Parabéns pra você...

E Prá Camila nada...

A essência está nos cantos mais escondidos e corridos da face da terra.
Muita gente passa por aqui, deixa saudade, apaga a vela e vai embora!
Este não é mais um caso, trata-se de Camila Maria uma senhora, com cara de garota e jeito de bebê.
Existe uma pessoa assim?
Existe!
Meus dias estão na beira do lago, louco para achar um tempo vago e levar meus amigos para correr pelo planeta!

Viva a Camila.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Comidinha pro papai.


Essa rotina ainda me mata.
Mais uma conta prá pagar!
A persiana está travando,
Tem barro no carro.
E a ração do cachorro?
Preciso colocar!

Alô!?
Me liga mais tarde?
O açúcar está cheio de formiga.
Não sei o que eu faço.
19:00, o jornal.
Alho na panela e um pouco de óleo.

A lâmpada queimou, não acredito!
Temperar feijão, que atraso meu Deus!
Campainha?
Tenho que pagar o perfume.
Puxa vida, só tenho uma folha de cheque.
Desliga isso! Já vou!

O arroz está queimando.
Que cabeça a minha!?
Tenho que molhar as plantas, coitada da Samambaia.
Leite azedou mais uma vez.
Preciso marcar salão.
Desliga o chuveiro!

A carne está congelada!
Não acredito.
O dólar caiu?
Preciso falar com meu corretor.
Desce daí!
Chinelo sujo no tapete?
Traz os pratos.

Querido, desculpe o atraso, me enrolei um pouco.
Relaxa um pouco.
Sobremesa antes do jantar?
Cadê a lição de casa?
Amor, meia suja em cima da cama?
Come tudo!

Lava a louça e limpa o fogão.
Futebol outra vez?
Boa noite, estou exausta!
(...)Filha, já brincou demais.
Guarde os brinquedos e venha ajudar a mamãe.
Estamos atrasadas.
Temos que preparar a comidinha do papai.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Planetas.


(...)

O Planeta mais próximo daqui esta na casa do meu vizinho.
Ele é meio difícil de lhe dar!
Come moranga no café da manhã e isso me dá medo.
Como pode alguém comer moranga logo cedo?

Que rejeição maligna de minha parte, não é?
Eu só queria fazer uma visita, mas ele é estranho...
Ou teria medo?
Sei lá.

Moranga não é pior que farinha com açúcar e mel...
E tem gente que come!
Minha mãe come e minha vó também!

Vou comer aqui o meu alecrim refogado com suco de beterraba.
Preciso crescer rapidamente para visitar aquele planeta amarelo que fica perto da antena da Tv.
Ei, você sabe que ônibus eu pego para chegar até ele?

Deve ter uma flor que me ensine a voar, nada muito longe, mas que consiga avistar a minha casa lá de cima.
Podendo proteger meu jardim e as pessoas...

Pessoas...
O que são pessoas?
Onde elas moram?

Cada pessoa tem um planeta?

Nunca entendi bem!

Se cada pessoa tem um planeta, onde está o meu?

(...)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Menina Miranda.


O que está acontecendo?

A rua está com cheiro de princesa. Não é padrinho?

(...)


Nessa pequena cidade, a distância do real e o abstrato é quase invisível aos olhos.

Existe uma sensação colorida e prazerosa diante de cada olho com suas bolinhas, independente da idade.

Aqui tem de tudo...


O dedo que fura o bolo da vovó.

Borboleta que faz sombra pro bebê dormir.

O Leco-Leco que dorme no carrinho da "moneca".

Risco de caneta no sofá novo.

Tuga e o Repolho.

E o Gino?

Olha o contador do meu padrinho...

Tem prato de peixinho.

Caneca da Bisa.

Cachaça do vovô.

Música para dançar.

Minha madrinha poderosa.

Danone na geladeira.

Batom da Bibinha.

Leite para a mamadeira.

Passeio na casa da Dona Cida.

Roupa de princesa.

Sotaque carioca.

Mochila da Hello Kitty.

Padrinho, você é menino e não pode ver coisa de menina!

Chupeta e lençol no berço.

Emília de pano.

Chinelo rosa.

Machucado na perna.

Você brinca de casinha comigo?

Gol de quem padrinho?

Trouxe presente?

Posso brincar com Victória?

Eu não choro mais, porque eu sou "GANDE".

“Bença” padrinho.

Fica com "DEUSU AMÉM".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ensaio.


De canto.
Só pranto.
Até quando?

Não danço.
Descanso.
No Manso,
Eu canso.

Sobre santos.
Encantos.
De canto?
Repenso.

Não danço.
No manso...
Só canso,
Sem descanso.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sentimentalidade.


Cadê a sentimentalidade humana?

Tudo se encontra disritmado.

Calafrio de merda.
Que não pulsa,
Que facilita o falso e o improvável
(...) Ainda acabará com tudo.

Imbecilidade da mesma.

Vago como se não soubesse nada...

Desisto pelo cansaço ilustrado com sangue,
Pela benção,
Pelo escroto.

Decepcionante!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mc Solaar - Cinquieme As

Alguém já ouviu falar em MC Solaar?

Por um instante pensei que seria mais um rapper que se apresentava com uma pretinha do lado e ouro e casaco de pele e blá blá blá, mas me enganei...Como quase sempre me engano,.
MC Solaar é altamente original, com letras inteligentes e mistura de ritmos que alavancam toda a sua essência pelo mundo.
Se eu recomendo?
Mas é claro!
O álbum em questão é Cinquieme As; Quarto disco da carreira do rapper que não deixa a desejar nem aqui e nem no Nepal, e digo mais, para muitos rappers que se julgam o tal, Mc Solaar serviria como tele-aula para esses tentarem chegar ao sucesso.
Conheci a musicalidade do rapper pelas andanças e indicações de amigos, confesso que surpreso é pouco...Eu fiquei de boca aberta.
Fantástico!

Procura o diferencial?
Eis aqui a dica.

Discografia:

1991 - Qui Seme le Vent Recolte le Tempo
1994 - Prose Combat
1997 - Paradisiaque
2001 - Cinquieme As
2006 - Mach 6
2007 - Chapitre 7

Esse é o Mc Solaar que faltava prá você...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Prazer feito a mão!

Prazer feito a mão!

Se você me convidasse e meu nervo adentrasse sua toca, o prazer seria coberto pelos véus noturnos e as larvas dos trigos, eu interpretaria como platéia e palmas exigiria.

Segue o sexo!
Segue!

O sintoma é poético,
Anestésico, com lembrança é tatuada.

Se o comprimento for verdade, enxugue a baba e requebre em velocidade.
Estou em crise no casamento e não me responsabilizo se rasgar-te o vestido e torcer-lhe o rabo.
Remende a fronha, solte Hyldon em um volume sensual e desfrute do suor natural.

Cavalo manco.
Língua de tamanduá.
Quatro..
Dois.
Você é quem sabe.

Molhado eu estou;
Molhado deixo-me.

Se você vier, com força recepcionarei.
Se voltar e não retrucar, tranco a porta e punheto meus desejos fugindo para o mais intimo de mim.

Gozo!